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Vídeos promovem alimentação saudável na escola e na comunidade

7 min read

12/07/2022 – Blog Notícias

Amamentação, alimentação saudável, hortas nas escolas, agroecologia, consumo consciente e direito humano à água. Estes são os temas de seis vídeo-animações voltadas ao público infanto-juvenil e disponíveis no Youtube, que provocam reflexões sobre a importância do alimento saudável desde a sua produção até o consumo. Cada um dos vídeos também conta com um guia de conversa com o público (confira abaixo). A série “Promovendo a alimentação saudável na escola e na comunidade” tem concepção e realização da série é do Núcleo Rio Grande do Sul da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, que reúne educadoras, profissionais da saúde, nutricionistas, agrônomos e ativistas do direito à alimentação do estado do RS. O objetivo da série de vídeos é promover uma alimentação adequada e saudável, contribuindo para redução dos índices de obesidade infantil e doenças crônicas não transmissíveis e melhorando o panorama da segurança alimentar e nutricional. Pedro e Bia são os personagens principais que, a partir dos temas propostos pela professora, tecem reflexões, circulam pelo ambiente da escola e da comunidade, e participam ativamente buscando soluções para os problemas que identificam.

Os vídeos educativos possuem cerca de 2 minutos de duração e abordam cada um dos temas valorizando a diversidade de raça, gênero e povos. E podem ser utilizados por profissionais da nutrição ou educação como recurso de educação alimentar e nutricional em escolas, ou em diferentes espaços e atividades, como semana do meio ambiente, semana da alimentação, colônias de férias, em espaços de formações populares, entre outros. 

Propostas de rodas de conversa e atividades educativas

 

Vídeo 1 – Amamentação

 

Neste episódio, introduzimos o tema da alimentação saudável pelo primeiro alimento: o leite humano. A amamentação é um hábito saudável, porém está permeado de julgamentos e crenças, constituindo o que hoje chamamos de “cultura de mamadeira”. As crianças aprendem na escola que “leite vem da vaca”. O vídeo procura estimular a reflexão sobre o que caracteriza um “mamífero” – mamar o leite da sua mãe! É destacada a informação de que cada espécie de mamífero produz leite de composição adequada às necessidades dos seus filhotes, que, por serem de espécies diferentes, também têm necessidades diferentes. Por esse motivo, o ideal para o ser humano é o leite da sua mãe.

Sugestão: ajudar os alunos a entender a definição de “mamífero”. Pode ser interessante recordar com eles que a principal característica dos mamíferos é possuir glândulas mamárias. Ou seja, mamífero é a espécie que “produz leite” e não “quem toma leite de outra espécie”!

Sugestão: Perguntar aos alunos quem já viu filhotes de outras espécies. Alguns vão mencionar aves, outros vão mencionar mamíferos. A ideia é provocar a reflexão de que cada espécie tem filhotes com características diferentes. Perguntar: seria possível alimentar um passarinho com ração para gatos? Ou outra pergunta deste tipo, evidenciando que os filhotes são cuidados por adultos da sua espécie, e que os mamíferos, para sobreviverem e crescerem fortes e saudáveis, necessitam de alimento especial no início da vida. Lembrar que há filhotes que nascem muito pequenos, enquanto outros nascem muito grandes e independentes. Que os filhotes pequenos necessitam de alimento que os faça crescer rapidamente; outros, por exemplo, o urso polar, necessitam de muita gordura para resistir às temperaturas muito baixas. E que a natureza, com sabedoria, faz com que cada espécie produza leite com a composição exata que aquele filhote necessita.                                                                                    

Sugestão: perguntar se algum aluno ganhou um irmãozinho ou irmãzinha há pouco tempo. Se observou a barriga da mãe aumentar de tamanho, até que um dia ela chegou em casa com um bebê no colo. E se o irmãozinho/irmãzinha mamou no peito de sua mãe. Então, ajudar os alunos a refletir: será que a mulher, quando fica grávida, “cria” “depósitos de leite” em seu corpo? Isso não faria sentido. Então, de onde vem o leite que a mãe produz? É preciso existir uma fonte permanente de “matéria-prima” para que esse leite seja produzido. E a matéria-prima para produzir leite da mãe é o seu próprio sangue.  Muito antigamente, um homem sábio chamou o leite materno de “sangue branco”. Os seios da mãe possuem o que chamamos de “glândulas mamárias”, uma espécie de “filtro” por onde o sangue passa, ficando a parte vermelha para a mãe. Por esse motivo, as crianças que mamam no peito são fortes e saudáveis: recebem tudo de bom que o sangue da mãe contém – inclusive os “defensores”, os “anticorpos” que a mãe produziu desde o seu próprio nascimento para se defender de infecções.                                                                                                                        

O leite que compramos no mercado, em sua maioria, vem das vacas. Elas são criadas com essa finalidade. Cada vez que uma vaca fica grávida e nasce o seu bezerrinho, ela começa a produzir leite. Então, quem cuida da vaca retira um pouco desse leite para o bezerro e retira uma grande quantidade para vender nos mercados. É bom saber que o leite em pó que se compra na farmácia e nos supermercados em latas que dizem “fórmula infantil”, ou seja, leite para alimentar bebês, é leite de vaca, modificado pela indústria para que os bebês humanos consigam digerir. O leite da vaca é maravilhoso – para o bezerro. Protege a saúde do bezerro, mas apenas alimenta o bebê humano. Só o leite da mãe contém uma infinidade de substâncias especiais para os bebês humanos.

VÍDEO 2 – ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Neste episódio são incentivadas reflexões acerca das escolhas alimentares. O objetivo é auxiliar os alunos a desenvolverem autonomia para identificar algumas características importantes que compõem uma alimentação saudável. Por exemplo, destaca-se a importância de uma alimentação diversificada baseada em alimentos frescos e preparações caseiras, de ler os rótulos dos alimentos e de comprar alimentos em feiras, preferencialmente ecológicas, mostrando que a alimentação saudável também anda junto com a proteção do meio ambiente.

Sugestão: conversar sobre o acesso à grande variedade de alimentos frescos e, no caso das feiras ecológicas, de encontrar variedades de alimentos que não se encontram em supermercados (como diferentes tipos de arroz, feijão, milho, frutas nativas e plantas alimentícias não-convencionais, também conhecidas como PANCs), destacando a importância da preservação da biodiversidade para a alimentação e nutrição; conversar sobre os benefícios para economia local e para o fortalecimento da agricultura familiar, sobre ser um espaço que propicia a socialização e as trocas de conhecimentos sobre os alimentos, e sobre diferenças de preços entre feiras e supermercados.

 

Sugestão: pode ser um desenho, uma colagem ou aproveitar a hora do almoço na escola ou tirar uma foto do seu prato em casa. Compartilhar os resultados com a turma. Professores podem incentivar debates sobre a variedade de cores e tipos de alimentos e sua relação com diferentes nutrientes, bem como discutir o nível de processamento dos alimentos conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira, concluindo com a regra de ouro: “Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”.

Sugestão: pedir para os alunos trazerem rótulos de alimentos consumidos em casa para a aula e fazer atividade de leitura dos rótulos, identificando os ingredientes e o nível de processamento dos alimentos conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira.

Sugestão: se a escola for vinculada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), os professores podem aproveitar para falar sobre o trabalho das nutricionistas e das cozinheiras para a promoção da alimentação saudável e sobre a presença de frutas e hortaliças frescas compradas da agricultura familiar da região. Se a escola for particular, podem conversar sobre o ambiente alimentar da escola, se tem cantinas e o que vendem, e se acham que a oferta de alimentos poderia melhorar em algum aspecto.

Sugestão: professores podem escolher exemplos de alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados e discutir suas origens e modos de produção com os alunos, construindo os percursos/caminhos dos alimentos desde a produção, passando pelas etapas de processamento, empacotamento, distribuição, comercialização, até chegar ao consumidor final. Também podem identificar se o alimento cresce em árvore/trepadeira/debaixo da terra/no mar/ etc; identificar quais alimentos são nativos do Brasil e quais foram trazidos para o país ao longo da história; conversar sobre influências culturais na alimentação (pratos tradicionais e fusões entre culinárias). Se a escola tiver horta própria ou a possibilidade de visitar agricultores e/ou uma indústria de alimentos, ou mesmo a cozinha da escola, sugere-se levar os alunos para conhecer as origens dos alimentos na prática.

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